nogueira.jpg


Tipo de percurso: Circular

Duração: 3 h

Grau de dificuldade: Baixo

Época recomendada: Primavera e outono

 

 

O percurso percorre a cumeada, zona de relevo suave, a uma altitude superior a 900 metros, destacando-se o vértice geodésico do Cabeço dos Corvos, ponto mais elevado da Mata do Desterro. Daqui obtém-se uma perspetiva ampla sobre o vale do Médio Mondego e observam-se os sistemas montanhosos: do Açor e da Lousã, a sul; do Caramulo, da Arada e de Montemuro, a oeste; do Marão e Alvão, a norte; e, na Estrela, os fragões das Penhas Douradas, a lagoa Comprida e o cabeço da Coitada, a leste. A área exibe afloramentos rochosos com formas características dos granitos de que são exemplo, as pias, os tafoní, os blocos partidos e as pedras bolideiras, sendo que estas se caracterizam por se apresentarem em equilíbrio aparentemente instável.

No vale do Alva, na vertente sul, encontram-se os canais de adução, as condutas forçadas, a câmara de carga e a Central Hidroelétrica do Desterro, estruturas que integram o Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela. 

 

Mata do Desterro


Tipo de percurso: Circular

Duração: 2 h 30 min

Grau de dificuldade: Baixo

Época recomendada: Todo o ano

 

 

Este itinerário atravessa toda a extensão da mata, percorrendo a vertente a dois níveis altitudinais. A poente predominam plantações de pinheiro-bravo (Pinus pinaster), intercaladas com bosquetes de castanheiro (Castanea sativa). Este é o habitat do javali (Sus scrofa), da gineta (Genetta genetta) e do esquilo (Scirius vulgaris). A salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra) ocorre em locais húmidos e sombrios, enquanto a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) tem distribuição mais alargada. As aves estão representadas por espécies florestais como os chapins, as trepadeiras, o gaio (Garrulus glandarius) e o peto-verde (Picus viridis). A nascente, matos de giestas (Cytisus sp.) albergam uma abundante fauna, da qual se destacam répteis e aves. Nos répteis salientam-se o sardão (Lacerta lepida) e a cobra-lisa-bordalesa (Coronella girondica). O tartaranhão-caçador (Circus pygargus), a perdiz (Alectoris rufa), a laverca (Alauda arvensis) e o cartaxo (Saxicola torquata) procuram aqui refúgio e alimento.

 

Mata do Desterro

Tipo de percurso: Circular

Duração: 45 min 

Grau de dificuldade: Baixo

Época recomendada: Todo o ano

 

 

O percurso acompanha o rio Alva, numa extensão de 800 metros, para montante da Central Hidroelétrica do Desterro. Neste trajeto, obtém-se uma perspetiva privilegiada sobre a vegetação ribeirinha, destacando-se a área envolvente à praia do Dr. Pedro, por incluir espécies florísticas como o azereiro (Prunus lusitanica), o azevinho (Ilex aquifolium), o pilriteiro (Crataegus monogyna), o amieiro (Alnus glutinosa), os salgueiros (Salix atrocinera e S. salvifolia), a aquilégia (Aquilegia vulgaris), a campainha-amarela (Narcissus bulbocodium), a violeta-brava (Viola riviniana) e o feto (Blechnum spicant).

Na margem é possível observar a fauna característica de habitats ribeirinhos como o melro-de-água (Cinclus cinclus), o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), a cobra-de-água-viperina (Natrix maura) e a cobra-de-água-de-colar (N. natrix). A lontra (Lutra lutra) e a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), espécies de difícil observação, podem ser detetadas através de pegadas e dejetos.

 

Mata do Desterro